Adm. Tributária

Entenda as tabelas utilizadas no cálculo do Imposto de Renda

por: Paloma Brito

SÃO PAULO – Se você é contribuinte do Imposto de Renda ou simplesmente se interessa pelo assunto, já deve ter ouvido falar várias vezes da famosa tabela de cálculo do imposto, sobretudo depois do reajuste de 10% anunciado no final de dezembro.

No entanto, apesar do "barulho" todo em torno do tema, você não sabe bem como funciona, quando deve utilizá-la e de que forma.

Saiba mais sobre as tabelas do IR

Em primeiro lugar, é importante saber que a Receita Federal utiliza duas tabelas para o cálculo do IR. A primeira diz respeito ao cálculo do imposto retido na fonte, quando um rendimento é pago por pessoa jurídica ou por um empregador pessoa física; e ao recolhimento obrigatório do IR através do carnê-leão, quando você recebe rendimentos de outra pessoa física ou do exterior.

Para haver incidência do IR, é preciso que a remuneração tenha sido superior a R$ 1.164 em um determinado mês, já que os rendimentos tributáveis abaixo deste teto estão isentos do imposto de renda, tanto na fonte como no carnê-leão.

A segunda tabela diz respeito ao cálculo do imposto no acumulado do ano, ou seja, é a primeira tabela multiplicada por doze meses. Esta é utilizada para a ajuste do imposto ao longo do ano. Complicado? Vamos explicar melhor.

Isentos nem sempre estão livres de declarar IR

Você vai perceber nas tabelas abaixo que uma pessoa com rendimento tributável anual superior a R$ 13.968 deve declarar IR. Mas o fato de o contribuinte ter recebido mais do que R$ 13.968 no ano não significa, necessariamente, que ele teve uma renda mensal média de R$ 1.164 e por isto pagou IR sobre o seu salário mensal, por exemplo.

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