Adm. Tributária

Setor de serviços mantém opção por lucro presumido

Ygor Salles

A Medida Provisória 232 não foi suficiente para que os prestadores de serviço optassem pela mudança de regime de tributação do lucro presumido para o lucro real.

A maioria dos contabilistas acredita que o lucro presumido continua sendo danosa ao prestador de serviço, pelos altos custos. Além disso, acreditam que a MP pode ser derrubada.

A MP 232, editada no final do ano passado, aumentou a base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda de 32% para 40%.

A mudança vale a partir de abril, no caso da CSLL, e a partir de janeiro de 2006, no caso do Imposto de Renda.

A mudança para o lucro real, porém, traz outros perigos aos seus adeptos. O principal é o regime de não-cumulatividade do PIS e da Cofins.

Como o prestador de serviço em geral não tem insumos para criar crédito e abater no imposto, a carga fica quase tão alta quanto ao do lucro presumido quando as mudanças feitas pela MP tiverem efeito.

Os custos do recolhimento por lucro real também desencorajam os prestadores de serviço a fazer a troca.

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