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Sucesso e fracasso de Lula

Marcos Cintra

As ações do presidente Lula no campo econômico em dois anos de gestão têm caminhado no sentido de colocar ordem num quadro que no final de 2002 era preocupante.

O PT assumiu em 2003 com a economia à beira do colapso. No segundo governo do PSDB o país foi salvo do desastre por causa do socorro financeiro do FMI e em função do tratamento de choque adotado em 1999, que elevou o juro Selic a 45% ao ano e adotou o sistema de metas de inflação.

No final do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso os efeitos da política econômica de seu segundo mandato, associados à expectativa de um governo de esquerda, criaram um cenário macroeconômico preocupante. A dívida líquida do setor público, que no final de 1997 somava 34,4% do PIB, bateu em 55,5% do PIB em dezembro de 2002.

Em 2002 o país fechou com um déficit público de 10,3% do PIB, o maior desde 1995; a inflação medida pelo IPCA disparou, chegando a 12,5%; o dólar, que chegou a R$ 4,00, fechou o ano em R$ 3,53; e as reservas internacionais ajustadas (excluem recursos do FMI) bateram em US$ 16,3 bilhões, o menor saldo do Plano Real. Com tantos indicadores negativos, o risco-Brasil bateu em 2400 pontos.

O presidente Lula assumiu seguindo a cartilha do FMI e intensificou a rigidez fiscal e monetária. Os efeitos das ações econômicas de seu governo se revelaram positivas nos dois anos de governo. A dívida do setor público em 2004 caiu para 51,8% do PIB, o déficit público foi reduzido para 2,5% do PIB, o câmbio fechou em R$ 2,654 por dólar, o IPCA cravou 7,6% e as reservas cambiais ultrapassaram os US$ 22,2 bilhões.

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