Tributária

Ação Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços deixa frente contra MP 232

Marcos Chagas – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente da Ação Brasileira de Apoio ao Setor de Serviços (Abrasse), Paulo Lofreta, anunciou, há pouco, que a entidade está deixando a Frente Brasileira contra a Medida Provisória 232, que prevê aumento na tributação das empresas prestadoras de serviço e redução no Imposto de Renda das pessoas físicas, entre outros pontos. A frente congrega 1.500 entidades.

Paulo Lofreta explicou que está deixando o movimento por discordar da postura do presidente da Associação Comercial de São Paulo, que também preside a frente, Guilherme Afif Domingos. Segundo ele, Afif "desvirtuou e politizou o movimento", que era essencialmente contra o aumento de tributos. "O que queremos é que as lideranças da frente não sejam candidatas a nada em 2006", acrescentou o empresário. Ele disse que prefere a postura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que defende "o diálogo com o governo, e não o confronto".

O presidente da Abrasse ressaltou que "existem outras formas de diálogo com o governo sem partir para o confronto direto". Para ele, o empresariado tem de atacar os pontos que o atingem na medida provisória. Segundo Lofreta, a Abrasse representa 80% do setor de serviços do país. Afif Domingos está reunido, neste momento, reunido com os parlamentares da Comissão Especial Mista que avalia a MP 232.

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