Corporativa

SEC dá mais um ano para Sarbanes-Oxley

A SEC (Securities and Exchange Comission, equivalente à CVM) americana anunciou ontem que as companhias de outros países listadas em Bolsas americanas tiveram o prazo estendido e terão até 15 de julho do ano que vem para implantar os controles internos exigidos pela lei.

Para as empresas estrangeiras que têm o ano fiscal coincidente com o ano calendário, o adiamento significa que os primeiros balanços que terão explicações sobre os controles internos serão os publicados em 2007.

A seção exige que as companhias documentem, testem e divulguem dados sobre a efetividade de seus controles internos. Os auditores da empresa terão também que emitir um parecer sobre a eficácia dos controles internos.

Brasil

No Brasil, a Sarbanes-Oxley atinge subsidiárias locais de empresas americanas e 37 companhias que têm ADRs (recibos de ações) negociados na Bolsa de Nova York.

Reportagem da Folha publicada em 9 de fevereiro mostra que as empresas brasileiras estão gastando entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões só para se adequar à primeira fase da lei, a chamada seção 302, segundo estimativas de auditorias e consultorias contratadas pelas empresas.

A seção 302 da lei exige que o presidente e o diretor financeiro da empresa certifiquem que conferiram as demonstrações financeiras e os relatórios contábeis e que eles espelham a realidade da companhia.

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