Corporativa

Adiamento dá fôlego a empresas brasileiras

Fernando Travaglini

As empresas brasileiras que têm papéis negociados nas Bolsas americanas receberam com alívio a decisão da SEC (Securities and Exchange Comission), equivalente americana da CVM, de adiar em um ano o prazo para as empresas estrangeiras se adaptarem às normas da seção 404 da lei Sarbanes-Oxley.
Por essa legislação, as companhias terão de fazer um relatório rigoroso sobre os controles internos com revisão de auditores independentes. O prazo para adaptação venceria dia 15 de julho deste ano mas foi adiado para 15 de julho de 2006.
De acordo com o sócio presidente do escritório Hiroshima e Associados , Taiki Hiroshima, as empresas brasileiras aproveitarão esse tempo extra para revisar seus trabalhos e identificar possíveis falhas, mas deverão manter o cronograma inicial.
?O prazo era muito apertado e as empresas teriam dificuldades de concluir o trabalho a contento?, acredita.
Na opinião de Hiroshima, a lei Sarbanes-Oxley é bastante rigorosa. ?É um trabalho enorme com elevação dos gastos administrativos e contratação de empresas de consultoria para adaptar as empresas às mudanças.?
Os gastos das companhias deverão subir 80% com auditorias, já que o trabalho equivale a fazer as análises duas vezes.
?A partir da introdução da seção 404 serão feitas duas auditorias, uma interna sobre o controle financeiro e outra externa, por auditores independentes.?
As alterações atingem as empresas brasileiras e de outros países que possuem recibos de ações negociados na Bolsa de Nova York, conhecidas como ADRs. O Brasil possui atualmente 37 companhias com ADRs negociados no mercado americano.

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