Corporativa

Auditores cobraram mais que o esperado

Financial Times, de Londres

O custo médio de adequação à legislação contábil e de governança da lei Sarbannes-Oxley para os controles internos aumentou 132% em 2004, de uma previsão de US$ 1,9 milhão para US$ 4,4 milhões, segundo mostra uma pesquisa feita com executivos financeiros de 217 empresas.
A maioria das companhias está esperando um grande corte nos honorários cobrados pelos auditores este ano para os trabalhos exigidos pelas novas regras, segundo a pesquisa da Financial Executives International (FEI) – cujos membros incluem executivos financeiros da General Electric, JP Morgan Chase e IBM.
O estudo também constatou que 94% das empresas acreditam que os custos de adequação às exigências sobre controles internos, cuja intenção é garantir a elaboração de demonstrações financeiras fidedignas e evitar fraudes, superam os benefícios.
O artigo 404 da lei Sarbannes-Oxley de 2002 exige que as companhias abertas documentem e testem seus controles internos, e que a administração inclua uma declaração sobre a eficácia desses controles no balanço anual. Também exige uma opinião dos auditores sobre a eficácia dos controles.
Mais de 4 mil companhias americanas, além das não-americanas, com papéis negociados nos EUA, foram afetadas pela implementação do artigo 404 no ano passado.
A FEI publicou pela primeira vez uma pesquisa sobre o artigo 404 em janeiro de 2004, quando constatou que as companhias acreditavam que os auditores iriam cobrar em média US$ 590 mil por uma opinião sobre a eficácia dos controles internos.
O estudo de março de 2005 descobriu que os auditores cobravam honorários de US$ 1,3 milhão em média.
A nova pesquisa também constatou que 68% das empresas estão esperando este ano um corte médio de 26% nos honorários cobrados pelos auditores para o trabalho previsto no artigo 404 da lei. Apenas 7% das empresas estão esperando um aumento dos honorários, com 25% prevendo que eles continuarão inalteradas.
Colleen Cunningham, presidente da FEI, diz que os auditores foram os "principais motivadores" por trás do aumento maior que o esperado nos custos de adequação ao artigo 404.
Ela afirma que as companhias vêm fazendo mais testes que o planejado em resposta ao trabalho dos auditores.
A FEI quer que os auditores adotem uma abordagem baseada nos riscos em relação aos controles, que resultaria em menos testes, e assim, em cortes nos honorários. "É razoável esperar uma queda nos honorários cobrados pelos auditores", afirmou a presidente da FEI.

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