Tributária

Empresas não conseguem repassar PIS e COFINS

Marta Watanabe De São Paulo
Representada principalmente pelo Programa de Integração Social (PIS) e pela Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), a elevação de carga tributária entrou nos balanços de 2004 como um dos fatores macroeconômicos que reduziram a margem bruta das empresas ou impediram que ela evoluísse da mesma forma que a receita de vendas.
Na Saraiva S.A. Livreiros Editores , o diretor-financeiro e de relações com investidores da companhia, João Luís Ramos Hopp, conta que a elevação das duas contribuições foi responsável pela redução de dois pontos percentuais no lucro líquido antes do Imposto de Renda (IR) nos negócios da editora em 2004. Na área de livraria, a redução foi de meio ponto percentual.
Na fabricante de calçados Grendene, somente o aumento da Cofins representou um impacto de 3,4 pontos percentuais na margem bruta. A companhia viu sua margem cair de 47,5% para 43,4% de 2003 para 2004, embora a receita bruta tenha subido 19,5% de um ano para o outro. O impacto nas margens da empresa ocorreu porque a Grendene não pôde repassar aos preços todo o aumento de carga de Cofins e nem o aumento de preços do PVC, principal matéria-prima da companhia.
Para alguns setores, porém, as perspectivas para 2005 são animadoras. O diretor-financeiro da Saraiva, João Luís Ramos Hopp, lembra que desde dezembro o setor de livros está beneficiado com a desoneração de PIS e Cofins. "O impacto do aumento de carga tributária ficou, portanto, concentrado entre fevereiro e novembro do ano passado."

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