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A parceria entre o cliente e o contabilista

Paulo Schnorr – Contador
Hoje quero lembrar do nosso juramento profissional que diz ?… juro… exercer minha profissão com dedicação, responsabilidade e competência, respeitando as normas profissionais e éticas. Juro pautar minha conduta observando os meus deveres de cidadania… concorrendo para que meu trabalho possa ser um instrumento eficaz para o desenvolvimento da sociedade e o progresso do País.?

Estes compromissos todos, assumimos ao receber nosso diploma num dia festivo e que certamente ficou marcado na vida de todos nós. Mas o que quero abordar deste juramento são alguns aspectos que nem sempre são tão bem lembrados no dia-a-dia. O respeito à ética é sem dúvida a mola-mestra de qualquer profissão. O cumprimento dos deveres de toda ordem que nos são impostos, todavia leva-nos por vezes a pensar em realizar tais tarefas sem pensar se isto é ético, se é aceito moralmente pela sociedade, se é o correto, se está de acordo com o que dizem as leis e principalmente se não está a causar danos a outras pessoas. Quando recebemos de nossas escolas a formação acadêmica e, posteriormente obtemos o registro profissional, estamos conquistando uma certificação, um reconhecimento público de que somos pessoas idôneas e capazes de nos desincumbir de nossos trabalhos de modo a observar aquilo que juramos solenemente.

Assim sendo, não podemos fraquejar quando as tentações que nos são oferecidas pela necessidade ou pela ocasião nos surgem. É neste momento que devemos considerar que o trabalho que executamos não é estritamente entre nosso cliente e a nossa pessoa, mas sim tem uma abrangência muito maior: a sociedade como um todo espera que façamos o que é correto, o que é ético, espera que o imposto apurado seja o correto, que o cálculo do direito do trabalhador seja o justo tanto para quem paga, quanto para quem recebe.

A sociedade espera que do nosso trabalho resultem informações fidedignas, com o Balanço Patrimonial espelhando a realidade da entidade que nos contratou. A sociedade espera que o laudo pericial ou de auditoria corresponda a um fiel relato do que encontramos e diga com clareza o nosso parecer. A sociedade espera que não aceitemos em nossa profissão o ?jeitinho brasileiro? tão deplorável e tão condenável. O nosso diploma vale muito, certamente foi conquistado a custa de muitos sacrifícios. A nossa honra, a nossa dignidade, a nossa moral devem estar sempre acima de tudo. Assim sendo, temos o dever de saber dizer não, temos o dever de estabelecer uma relação transparente com nossos clientes e com a nossa comunidade, sem esquecer nunca de onde viemos, para onde vamos e que nosso trabalho deixa marcas definitivas. A melhor forma de observar tudo isto é estabelecer uma relação de parceria entre nossos clientes, com regras claras, com honestidade e, sobretudo com muita ética.

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