Tributária

João Paulo tropeiro

Salve João Paulo tropeiro
Andante de mil tropeadas
Peregrino das estradas
E pousos do mundo inteiro.
A luz pampa do Cruzeiro
do Sul ? que nos ilumina
É a mesma ? eterna e divina
Que os teus jesuítas plantaram
E os tempos não apagaram
da Esparta continentina.
Três séculos ? Santidade
nos contemplam das Missões,
Altares das orações
Erguidos na imensidade
Na pregação da verdade
Da justiça e do amor
De onde o rude campeador
Surgiu de pingo e de lança
Trazendo ? além de esperança
A crença
em Nosso Senhor.
Aqu
i o tempo foi escasso
Pra rezas e aprendizados
Na saga dos descampados
Lança ? boleadeira e laço,
Quando, pedaço a pedaço,
Moldamos pátria estrutura
Mas sempre existiu ternura
Mesmo em fugazes lampejos
Nas catedrais da planura.
Aparentemente incréu
O guasca, andarengo e rude,
Na barbaresca inquietude,
Morando sob o chapéu
Nunca se apartou do céu
Seu abrigo, por direito,
Aqui neste parapeito
Onde o índio mais primário
Teve sempre escapulário
Batendo de encontro ao peito.

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