Corporativa

Grupo tira crédito de IPI do balanço

O balanço da Paranapanema, que mostrou seu melhor lucro operacional desde 1999, em valores corrigidos, dessa vez veio, segundo o presidente da empresa Gerado Haenel, "sem nenhuma ressalva do auditor". Por determinação da Trevisan, empresa que audita o resultado da companhia, a companhia fez o ajuste de R$ 81,1 milhões em sua conta de provisionamento de crédito presumido de IPI que havia lançado em exercícios anteriores.

"Sem isso, o lucro superaria R$ 200 milhões", comentou o executivo, que assumiu a empresa há dois anos para reorganizar a empresa e fazê-la voltar à lucratividade.

Como outras empresas, em 2002 a Paranapanema registrou em seu balanço créditos de IPI da controlada Caraíba Metais na forma de provisionamento, levando em conta vitórias em primeira e segunda instâncias na Justiça. Seus advogados deram parecer favorável e a empresa lançou o valor, de R$ 200 milhões, como receita não operacional.

Mas depois da reação do governo, que recorreu de inúmeras ações de empresas e reverteu vários votos de juízes do Supremo Tribunal Federal, a empresa e sua auditoria consideraram que seria melhor ajustar o valor da conta de provisionamento. Se não fizesse isso, o balanço sairia com ressalva. "A Comissão de Valores Mobiliários já avisou por meio de instrução, na semana passada, que será rigorosa na questão das provisões de sentenças sem trânsito julgado final."

Segundo Haenel, se o governo sair vencedor nessa disputa, a vantagem da Paranapanema é que não terá nenhum efeito em seu caixa. "Poderemos fazer o pagamento com créditos de prejuízos acumulados durante os últimos sete anos", destacou.

Nesse período, a empresa acumulou cerca de R$ 400 milhões por conta dos seguidos prejuízos. Lucrou R$ 16 milhões em 2002 por conta de R$ 117 milhões de resultado não operacional. (IR) 

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