Corporativa

Varig parcela dívidas e reduz prejuízo

        São Paulo (Folhapress) – Sem a necessidade de contabilizar em seu balanço de 2004 o custo de sua entrada no Parcelamento Especial (Paes), como ocorreu em 2003, a Varig reduziu seu prejuízo de R$ 1,83 bilhão no ano retrasado para R$ 87,1 milhões no ano passado, uma queda de 95%.
        Conhecido como Refis 2, o programa de recuperação de créditos do governo federal permitiu à companhia aérea parcelar sua dívida de R$ 3,2 bilhões com o INSS e a Receita Federal por 15 anos.
        Em 2003, ano do acordo, a empresa teve de lançar como despesa R$ 1,03 bilhão a título de multas e atualização monetária por causa de sua entrada no programa, o que elevou seu prejuízo. Isso não ocorreu no ano passado.
        "Além disso, a Varig reduziu sua provisão para contingências de um ano para outro", observa Marcelo Ribeiro, analista do setor aéreo da corretora Pentágono.
        Em 2003, a aérea lançou R$ 452 milhões como provisões para contingências, montante que caiu para R$ 66,3 milhões em 2004.
        "Muitas dessas provisões foram lançadas exatamente por causa da entrada da Varig no Paes", diz o diretor de relações com investidores da aérea, Ricardo Bulara.
        A empresa teve um bom resultado operacional no ano passado, de R$ 457 milhões (o que significa uma alta de 36,3% ante 2003), mas foi anulado pelas elevadas despesas financeiras da Varig, que totalizaram R$ 569,6 milhões em 2004, 275% a mais em relação ao ano anterior. "Com essa estrutura financeira, a Varig não vai a lugar nenhum", afirma Ribeiro, da Pentágono.

Print Friendly, PDF & Email
Americanas

Comentário fechado