Tributária

Comércio lidera sonegação

Brasília – O comércio foi o setor econômico que mais sonegou impostos no primeiro trimestre deste ano. Um balanço preliminar da Receita Federal mostra que entre impostos devidos, multas e juros, as autuações desse segmento chegaram a R$ 5 bilhões entre os meses de janeiro e março. O valor é dez vezes maior que o obtido em igual período do ano passado, de R$ 500 milhões.

O cerco do Leão aos sonegadores também fez com que a Receita Federal aumentasse em nada menos que 199% o valor das autuações no primeiro trimestre de 2005 ante igual período de 2004. Ao todo, o Fisco autuou pessoas físicas e jurídicas em R$ 20 bilhões nos meses de janeiro, fevereiro e março. Em igual período do ano passado, esse valor era bem menor, de R$ 6,7 bilhões.

Nos três primeiros meses de 2004, o comércio vinha em quarto lugar na lista dos setores econômicos mais autuados pelo Fisco. Em primeiro lugar estava o setor financeiro (R$ 1,9 bilhão), seguido pela indústria (R$ 1,5 bilhão) e pelo setor de serviços (R$ 800 milhões). As pessoas físicas foram autuadas em R$ 800 milhões no mesmo período.

Em 2005, o comércio liderou o volume de autuações e foi seguido pela indústria, com R$ 1,7 bilhão, pelo setor de serviços, R$ 1 bilhão, e pelo setor financeiro, R$ 700 milhões. As pessoas físicas foram autuadas em R$ 3,5 bilhões.

Segundo o secretário adjunto da Receita, Paulo Ricardo Cardoso, o aumento nos valores aplicados aos contribuintes em 2005 foi resultado de inovações tecnológicas feitas pelo Fisco na hora de processar as declarações de renda e do cruzamento de informações dos contribuintes. Cardoso lembrou, ainda, que o aumento da atividade econômica – que tem reflexos diretos no comércio e na indústria – também contribuiu para o melhor resultado da fiscalização. Isso porque, se alguma empresa sonegou e teve grande volume de vendas, o valor de suas multas cresceu.

Outro fator que contribuiu para colocar o comércio em primeiro lugar na lista dos principais sonegadores neste ano foram algumas autuações de grande valor aplicadas a empresas desse segmento. ‘Estamos aumentando a base de dados e cruzando dados para identificar os sonegadores’, disse.

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