Tributária

PF prende 13 pessoas durante operação da Receita em oito estados

Lupi Martins
Repórter da Agência Brasil

Porto Alegre – O corregedor-geral da Receita Federal, Moacir Leão, informou que foram presas 13 pessoas, quatro delas na capital gaúcha, na Operação Tango deflagrada em oito estados para prisão dos envolvidos em uma fraude de mais de R$ 1,5 bilhão.

Dos 14 mandados de prisão expedidos, acrescentou, apenas um não foi cumprido. Entre os presos estão empresários, advogados e contadores, mas segundo Leão, existe uma lista de servidores públicos envolvidos. O corregedor-geral explicou que eles serão ouvidos em inquéritos administrativos, para aprofundamento das investigações.

As fraudes começaram a ser investigadas pela Receita Federal em Santa Maria, no interior do estado, em 2002, quando um grupo liderado pelo argentino Cezar de La Cruz Arrieta encaminhou pedido de restituição de R$ 75 milhões, quantia considerada muito elevada para o porte da cidade. De acordo com Moacir Leão, cerca de R$ 1 bilhão foram fraudados apenas no Rio Grande do Sul, desde 1997. O golpe mais comum, explicou, consistia em abater tributos federais, principalmente Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Renda, com créditos tributários frios ou não habilitados, oferecidos a empresas em dificuldades financeiras para compensar dívidas e obrigações fiscais.

Segundo o delegado Alexandre Parrola, titular da Delegacia de Repressão à Lavagem de Dinheiro e Crimes Financeiros, da Polícia Federal, em julho de 2004 o Banco Santos, envolvido na fraude, comprou do argentino Cezar Arrieta a empresa usada para a lavagem de R$ 436 milhões, na tentativa de afastar a ameaça de intervenção do Banco Central.

Preso pela manhã em Porto Alegre, Arrieta ainda depunha na Polícia Federal no final da tarde.

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