Tributária

Em busca do imposto menor

Por Daniele Camba e Luciana Monteiro De São Paulo

Entre o porto seguro dos fundos de curto prazo e a volatilidade maior dos de longo prazo, mas com a possibilidade de pagar menos imposto, os investidores estão preferindo arriscar. Após três meses da entrada em vigor da Instrução Normativa 487 da Receita Federal dividindo os fundos de renda fixa e DI pelo prazo dos papéis onde aplicam, os grandes bancos já detectam que existe uma procura bem maior pelos de longo prazo. Mais do que a chance de ter retornos maiores em carteiras que aplicam em títulos mais longos – prazo médio superior a 365 dias -, os investidores estão atrás do benefício fiscal, de pagar um imposto de renda até 7,5 pontos percentuais menor do que nos fundos de curto prazo.

Na ponta do lápis, essa diferença de imposto a favor das carteiras de longo prazo pode ser muito mais importante do que qualquer ganho que se possa alcançar por uma gestão competente dos ativos, principalmente em fundos conservadores, como os DIs e renda fixa, onde é difícil se diferenciar. Os gestores alertam, no entanto, que é importante os investidores terem em mente que, na mesma proporção dos ganhos, a volatilidade de carteiras mais longas pode significar perdas maiores em momentos turbulentos do mercado. Hoje isso parece distante, mas tudo pode mudar rapidamente, como bem ilustra a crise da marcação a mercado de 2002, em que as LFTs oscilaram tanto que os fundos DIs, até então tidos como sem risco, chegaram a ter cota negativa.

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