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Alíquota única avança na Europa

Um cobrador de impostos astuto, segundo Jean-Baptiste Colbert, tesoureiro de Luis XIV, depena o ganso de maneira a obter o maior número de penas com o menor número de silvos do animal. Tal arte se perdeu nos EUA. Nos dias precedentes a 15 de abril, prazo final para a apresentação das declarações de imposto de renda, os silvos eram mais audíveis do que nunca.

A Casa Branca alega estar dando ouvidos. Pouco após sua vitória nas eleições, o presidente George W. Bush formou uma equipe para aconselhá-lo em como reformar o sistema tributário.

A julgar pelas propostas que vem fazendo a essa equipe, Bush quer se livrar de alguns nós do código tributário que distorcem a poupança e desestimulam o trabalho, ao mesmo tempo que pretende manter as isenções tributárias para caridade e para a propriedade de residências.

Os americanos estão só falando sobre isso. Enquanto os americanos falam sobre mudanças, na Europa elas estão sendo feitas. Em 1994 a Estônia se tornou o primeiro país da Europa a introduzir o imposto único, substituindo três impostos sobre a renda pessoal e outro sobre os lucros corporativos, por um imposto único de 26%.

A Letônia e a Lituânia, dois países vizinhos da Estônia, rapidamente seguiram seu exemplo. Em 2001 a Rússia também mudou para um imposto único sobre a renda pessoal. Em 2004, a Eslováquia impôs uma taxa uniforme de 19% sobre o imposto de renda de pessoas física e jurídica, e estabeleceu a mesma taxa para o seu imposto sobre valor agregado. No total, oito países já seguiram a Estônia.

Será que os EUA conseguirão fazer o mesmo? O sistema tributário do país vem sendo debatido há anos. O secretário do Tesouro do governo Nixon queria um sistema que desse a impressão de que havia sido "desenhado por alguém com uma finalidade".

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Americanas

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