Corporativa

Balanço sob desconfiança

Fellipe Awi

O Vasco publicou no último sábado seu balanço patrimonial de 2004, como manda a Lei Pelé. Coube tudo em meia página de jornal, mas a capacidade de concisão de seus dirigentes é alvo de pesadas contestações de conselheiros opositores do clube. Com base em análise de contadores, membros da oposição representados pelo Movimento Unido Vascaíno (MUV) entregaram uma lista de questionamentos sobre o documento ao Conselho Deliberativo que, ainda assim, o aprovou por aclamação na última quinta-feira.

Num estudo contábil, precedido por uma notificação extrajudicial ao Conselho Fiscal, a oposição aponta falta de transparência e supostos erros cometidos no balanço do clube, que declarou um lucro de R$ 10,2 milhões no futebol vascaíno em 2004 e um patrimônio líquido de R$ 10,8 milhões. De acordo com o artigo 46 da Lei 10.672/2003, que alterou a Lei Pelé, o dirigente de clube que não publicar corretamente seu balanço deve ficar inelegível por cinco anos.

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