Trab. Previdência

Operação conjunta prende grupo que fraudava o INSS

Operação conjunta do Ministério Público Federal, Polícia Federal e INSS realizada em quatro municípios do Estado e que contou com 50 policiais, prendeu na manhã de hoje um grupo de quatro pessoas acusadas de fraudar o benefício auxílio doença e aposentadorias por invalidez, mediante a venda de atestados médicos falsos. Entre os acusados estão dois funcionários da instituição.

Cada atestado falso era vendido pelos acusados por R$ 100. Segundo o procurador da República em Guarulhos, Steven Shuniti Zwicker, a investigação foi iniciada em abril, após o INSS detectar a fraude.

Em seguida, a investigação apurou junto aos beneficiados pelo esquema como operava a quadrilha: uma funcionária do INSS abordava os segurados na fila do posto do INSS de Suzano e dizia que os documentos que as pessoas traziam não seriam suficientes para a obtenção do benefício e sugeriam que os candidatos ao benefício comprassem os atestados.

A maioria dos beneficiados afirma ter agido de boa-fé e apontou a funcionária que os abordou na fila da agência. A partir de então, as investigações prosseguiram e chegaram a outros três acusados de participação nas fraudes, entre eles o falsificador dos atestados e um intermediário.

Hoje a polícia cumpriu os quatro mandados de prisão temporária e os dez mandados de busca e apreensão decretados pela 5ª Vara Federal de Guarulhos. As buscas e as prisões aconteceram nas cidades de São Paulo, Suzano, Salto e São Vicente. Nas buscas, foram apreendidos documentos e material que seriam usados na falsificação.

As prisões são válidas por cinco dias e poderão ser renovadas por mais cinco. A PF e o MPF, em conjunto com o INSS, apuram outros tipos de fraudes envolvendo os mesmos acusados e a possibilidade de participação de mais pessoas no esquema.

Marcelo Oliveira
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Estado de S. Paulo
11-3269-5068
[email protected]

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