Tributária

França e Alemanha já desistiram da cobrança

A idéia de se tributar as grandes fortunas surgiu na França, no início da década de 80, com o objetivo de melhorar a distribuição de renda. Mas tanto a França como a Alemanha ? que também instituiu o imposto no mesmo período ? o aboliram em 1995.
Segundo os especialistas, a tributação não vingou porque não atingiu a expectativa dos seus criadores. Isso porque o dinheiro arrecadado com o imposto seguia para investimentos em serviços públicos, que deveriam ser garantidos com os demais tributos.
Além disso, acredita-se que o tributo resultou na inibição de novos investimentos nos países onde foi adotado. "É natural em uma situação como esta, que se um país tributa demais, os investidores sigam para outro que oferece mais vantagens fiscais", afirma o advogado Rogério Gandra Martins.
Os únicos países que ainda mantêm a cobrança do imposto são a Espanha e a Dinamarca. No primeiro, segundo Martins, por causa da forte tendência socialista ainda predominante. Na Dinamarca, por se tratar de um país que mais proporciona benfeitorias ao contribuinte com o pagamento de impostos.
De acordo com o advogado, muitos países da Europa que cogitaram criar o imposto, desistiram da idéia por causa da experiência desastrosa dos que iniciaram a sua cobrança.
"Além de não cumprir seu propósito, a cobrança do imposto também não representou aumento significativo na arrecadação", conta Martins. "Por este motivo, tanto os Estados Unidos como o Japão também descartaram esse tipo de tributação", ( MR )

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