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Cálculo de PIS/Cofins favorece setores de baixo valor agregado

Marta Watanabe

A mudança de cálculo PIS e da Cofins, que inclui a cobrança dos dois tributos sobre as importações, favoreceu setores com menor valor adicionado – aqueles cujo volume de bens e serviços adquiridos de terceiros é relativamente alto na composição do custo.
A explicação é simples. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) eram cobrados com alíquota de 3,65% que incidia sobre a receita bruta. Os tributos passaram a ser cobrados a 9,25% sobre o valor adicionado. Caso o valor adicionado na produção final (mão-de-obra, energia etc.) seja relevante em relação ao custo dos insumos, na ponta do lápis os 9,25% sobre esse valor agregado serão mais altos que os 3,65% sobre a receita bruta total.

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