Corporativa

CVM tem de fiscalizar e punir, afirma Marcelo Trindade

A principal função da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no atual momento de crescimento do mercado de capitais é fiscalizar e punir. A afirmação é do presidente da instituição, Marcelo Trindade, que participou ontem da cerimônia de abertura do III Encontro Codemec (Comitê de Desenvolvimento do Mercado de Capitais), realizado na sede da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Trindade informou que a CVM vai investigar se houve vazamento de informação no caso da reestruturação societária e oferta secundária de ações da Telemar, uma vez que houve forte movimentação dos papéis na semana anterior e disseminação de boatos de venda da companhia. "Pode ter sido ação de especuladores interessados no vencimento de opções na segunda-feira, mas de qualquer maneira levou à antecipação do anúncio dos planos por parte da empresa", disse.

O presidente do órgão regulador destacou ainda que a CVM está sempre vigilante e que é criticada por isso. Ele citou como exemplo o caso da varejista virtual Submarino, que teve sua oferta de ações no varejo suspensa por quebra da lei de silêncio.

Críticas à parte, o fato é o que o mercado vem crescendo bastante. Neste ano, as ofertas registradas e protocoladas na CVM já somam R$ 35 bilhões, volume superior ao registrado em todo o ano de 2004 e metade das ofertas de 2005. As ofertas de ações neste ano representam R$ 14 bilhões. "No ano passado, o carro-chefe foram as debêntures, mas neste ano as ações estão na frente." O presidente da CVM não quis fazer previsões, mas disse que tudo indica que este ano será melhor do que 2005

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