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Transformando o lixo em lucro

Foi-se o tempo do desperdício. Hoje em dia não se pode mais admitir a perpetuação de práticas que dispensem o valor dos resíduos gerados nos processos produtivos. Mais uma vez as empresas confirmam a tese de que toda crise traz consigo uma oportunidade.
O aproveitamento dos resíduos gerados pode, ao mesmo tempo, trazer novas perspectivas de mercado, ampliando a área de atuação da empresa, e diminuir o custo do seu processo, na medida em que aquilo que antes era contado como prejuízo passa a ser encarado como parte da atividade ou meio de obter um benefício até então inesperado.
Nesse sentido, empresas do segmento de papel e celulose em Santa Catarina promovem encontros visando ao estudo de novas alternativas para o aproveitamento dos resíduos e à troca de experiências sobre projetos que devam gerar renda e evitar prejuízos para o meio ambiente.
Alternativas como a geração de energia por meio da incineração das sobras, para utilização no próprio processo produtivo ou a reciclagem e aproveitamento dos resíduos para a fabricação de madeira ecológica (utilizada na produção de forros, grades e embalagens) são exemplos de que é possível transformar prejuízo em lucro e ao mesmo tempo desenvolver tecnologias que reduzam o desperdício e contribuam à diminuição do acúmulo de lixo nos aterros.
Outra possibilidade, para quem pretende negociar seus resíduos, ou tem interesse em materiais residuais de outras empresas, são as chamadas "bolsas de resíduos", em que é possível ofertar ou procurar materiais ali cadastrados. Exemplos se encontram nos seguintes sites www.bolsaderesiduos.org.br e www.fiec.org.br/iel/bolsaderesiduos/index.asp.
É preciso, portanto, ampliar nosso campo de visão, para que interesses econômicos e ambientais sigam na mesma direção. Estudar soluções ambientalmente mais adequadas e economicamente viáveis ao problema do desperdício e dos acúmulos nos aterros, através da reciclagem e do reaproveitamento de materiais, pode agregar valor a tudo o que hoje vai para o lixo.

Giovana Cotlinski Canzan Massignan – OAB/PR 34.582. Departamento de Direito Administrativo Ambiental (Escritório Curitiba).

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