Tributária

Greve de auditores em Foz chega ao aeroporto

ROSSANA SCHMITZ
A greve dos auditores-fiscais da Receita Federal em Foz do Iguaçu, iniciada na segunda-feira, 15, se estendeu, ontem, ao serviço ao aeroporto. A paralisação prejudica não apenas a liberação para exportação e importação de mercadorias, especialmente no porto-seco- que já está lotado e filas de caminhões começam, a se formar na BR 277-, aeroportos e Correios; fiscalização nas empresas; concessão de isenção do IPI para taxistas e deficientes físicos; análises de processos na malha fina da Receita. A paralisação poderá ser um complicador ainda maior e impedir que o governo federal consiga "fechar" o orçamento com os valores previstos. Para fechar a sua conta, o governo precisaria que a Receita estivesse trabalhando acima de 100%.
O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco) promete endurecer a greve. Ontem houve assembléia em todo País e a recomendação da direção nacional é manter e ampliar a paralisação. "A greve está se fortalecendo", afirmou o presidente do Unafisco, Carlos André Nogueira.
Ele disse, ainda, que os lotes referentes ao imposto de renda de 2006 (ano-base 2005) têm liberação automática, mas alertou que aquelas declarações que estão ou entraram na malha fina podem sofrer atraso na análise que é realizada por auditores fiscais.
A Secretaria da RF evita comentar a greve, mas confirma que o impacto maior é no comércio exterior. O órgão nega, no entanto, que a paralisação dos auditores afetará a liberação dos lotes de restituição do IR. A primeira liberação está marcada para o dia 16 de junho e a última, 15 de dezembro.
A categoria reivindica plano de carreira específico e valorização salarial, segundo o sindicalista as atuais remunerações estariam congeladas há 11 anos.

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