Tributária

Indústrias gaúchas têm carga tributária maior

A elevada carga tributária no Rio Grande do Sul tem acarretado graves prejuízos à economia estadual. De acordo com estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), encomendado pela Fiergs, o custo de uma indústria no Rio Grande do Sul é maior do que em Estados concorrentes. ?Isto tem dificultado a ampliação de investimentos na economia gaúcha. A situação é pior diante das perdas somadas no setor de agronegócios e do câmbio desfavorável às atividades exportadoras?, disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre. O trabalho do IBPT será disponibilizado para o projeto O Rio Grande que Queremos – Agenda Estratégica 2006/2020.
Os setores de calçados e moveleiro são exemplos da elevada carga tributária estadual. Na indústria calçadista, a carga tributária média geral (que engloba mercado interno e exportações) sobre o valor agregado é de 33%, ficando na média nacional. No entanto, está acima de Estados como São Paulo (32%), Bahia (31%) e Minas Gerais (30%), sendo igual à do Ceará (33%). Se for considerado somente o mercado interno, porém, a carga tributária do setor gaúcho salta para 45%, ficando bem acima da média nacional (40%) e superando Estados concorrentes: São Paulo (37%), Ceará (36%), Bahia (35%) e Minas Gerais (31%).
Na indústria moveleira gaúcha, a situação é semelhante. A carga tributária média geral sobre o valor agregado também é alta, 38%, ficando acima da média nacional (34%) e de Estados concorrentes, como São Paulo (36%), Paraná (36%), Minas Gerais (35%) e Santa Catarina (25%). A situação se agrava, quando a carga tributária é analisada somente em relação ao mercado interno: neste caso, alcança 42%, enquanto a média nacional é de 38%. O estudo também verificou situação similar com a indústria de conservas no Rio Grande do Sul. ?O trabalho comprova a necessidade de o País enfrentar a questão da implementação de uma verdadeira reforma tributária?, afirmou Paulo Tigre.

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