Tributária

Queda na arrecadação de IOF ainda não pode ser atribuída à crise, diz técnico

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) mostrou queda de 5,94% na arrecadação de setembro em comparação a agosto deste ano. Segundo o coordenador-geral de Previsão da Secretaria da Receita, Raimundo Elói de Carvalho, ainda não dá para dizer se isso tem a ver com a crise.
O secretário adjunto da Receita, Otacílio Dantas Cartaxo, esclareceu que os efeitos da crise na arrecadação não são instantâneos. ?Quando houver um reflexo, nós comunicaremos aos senhores?.
A arrecadação nominal de impostos e contribuições federais de R$ 499,2 bilhões entre os meses de janeiro e setembro foi ocasionada, segundo a Receita Federal, principalmente por fatores ligados ao desempenho da economia e de ações da própria Receita e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional na recuperação de débitos.
As ações administrativas desenvolvidas por esses dois órgãos no trabalho de recuperação débitos e manutenção de arrecadação o crescimento real ficou em 31,8% em juros e multas, inclusive da dívida ativa no acumulado do ano até setembro em comparação a igual período de 2007
Entre os fatores econômicos os destaques ficaram por conta do crescimento de 13,5% no volume geral de vendas no período de janeiro a agosto de 2008 em relação ao mesmo período de 2007. Outro fator foi o aumento de 21,2% no volume de vendas de veículos ao mercado interno no período na mesma comparação.
Houve ainda crescimento de 6,5% na produção industrial nos últimos 12 meses e de 6% no período acumulado de janeiro a agosto em relação ao mesmo período. Houve crescimento ainda de 53,39% na mesma base de comparação no valor em dólar das importações e de 15,11% na massa salarial habitual de dezembro de 2007 a agosto de 2008 em relação a igual período do ano anterior.

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