Tributária

NF-E teve efeito contrário na carne

Economia / Denise Nunes
A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) teve um efeito contrário a sua finalidade no setor de carnes, no qual vigora, de forma obrigatória, desde o dia 1°. Segundo o presidente do Sicadergs, entidade que representa o setor, Ronei Lauxen, a medida incrementou a venda do produto sem nota fiscal, em desacordo com uma das propostas da NF-e, que é combater a sonegação. Na tentativa de convencer os fornecedores a fecharem negócios nessas condições, os varejistas estariam oferecendo um preço maior pela carne nas operações informais. ‘Há uma grita do pessoal que se dispõe a trabalhar regularmente, pois a nota fiscal eletrônica está beneficiando a venda clandestina. É uma coisa grave’, diz o dirigente. De acordo com ele, para coibir esse tipo de atitude, bastaria a Secretaria da Fazenda atender uma solicitação constante do setor: apertar a fiscalização no varejo e no trânsito de mercadorias. ‘Essa prática sempre existiu no setor, mas agora ela foi incrementada’, argumenta.

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