Corporativa

Resistência dentro e fora de casa

Rachel Sanderson, Financial Times, de Londres

Por pouco o Conselho de Supervisão de Contabilidade de Companhias Abertas (PCAOB) não fechou as portas. Na segunda-feira, a Suprema Corte decidiu por cinco votos a quatro que o órgão criado pela lei Sarbanes-Oxley poderia continuar existindo nos moldes atuais, com pequenas alterações.

Os autores do processo, um grupo chamado Fundo da Livre Iniciativa e uma empresa de auditoria de Nevada, alegavam que o PCAOB violou uma cláusula da Constituição americana que dá ao presidente poder para nomear autoridades públicas. O PCAOB está sob o comando da comissão de valores mobiliários americana, a SEC.

Aparentemente, o objetivo mais amplo era derrubar integralmente a Lei Sarbanes-Oxley ou paralisar a PCAOB.

A existência do órgão é controvertida entre os políticos favoráveis a menor interferência governamental nos EUA e entre alguns contadores que não gostam de seus amplos poderes fiscalizadores. A missão do PCAOB, de criar regras que "possam ser necessárias ou convenientes ao interesse dos cidadãos ou para a proteção dos investidores", custou à economia quase US$ 1 trilhão, de acordo com um estudo do American Enterprise Institute e da Brookings Institution. O benefício é, supostamente, proteger os investidores.

O PCAOB também se defrontou com oposição na Europa e na China, onde está impedida de realizar as inspeções em empresas não americanas que têm ações negociadas em bolsas americanas. Na próxima semana, a União Europeia deverá suspender sua oposição a inspeções da PCAOB na Europa, depois de adiar a votação na sexta-feira passada para aguardar a decisão da Suprema Corte.

Print Friendly, PDF & Email
Americanas

Comentário fechado