Tributária

Imposto de Renda nos EUA: Autoridades alertam para golpes mais comuns

Caso alguém receba um telefonema de alguém alegando ser representante do IRS, o golpe pode ser denunciado através do e-mail: [email protected]

O período de declaração do imposto de renda é propício para a ação de golpistas que tentam lesar os contribuintes

Enquanto os contribuintes juntam os papéis para preencher a declaração do imposto de renda, os golpistas também se preparam para agir e lesar os incautos. Essa é a estação de pico para os golpes fiscais, segundo a Receita Federal (IRS); que publicou as lista anual “Dirty Dozen” (Doze sujos, em tradução livre), a qual é composta dos golpes mais comuns aplicados nos contribuintes. Alguns dos esquemas são antigos,  mas alguns são novos e outros retornam com detalhes novos. Alguns deles são perpetrados por contadores desonestos e outros por pessoas comuns.

1)   Esquema “Phishing”:

Os golpistas utilizam e-mails falsos para atrair os contribuintes para que as vítimas revelem informações pessoais. O “Phishing” não é novo, entretanto, os golpistas acrescentaram detalhes novos e um deles envolve a conta bancária do contribuinte.

2)   Esquema telefônico:

Os telefonemas continuam a ser o instrumento favorito dos golpistas do IRS. Geralmente, as autoridades percebem o aumento da ocorrência de telefonemas de ameaça de prisão, deportação ou cancelamento de licenças, caso a vítima não pague a dívida falsa. Nesse esquema, o golpista finge ser representante do IRS e diz que a vítima deve enviar dinheiro, comumente através de remessa ou cartão de débito. O IRS detalhou que os golpistas alteram o número do telefone para parecer que a ligação é oficial.

3)   Roubo de identidade:

O IRS informou que os casos de roubo de identidade estão em declínio, mas ainda assim ocorrem com frequência suficiente para fazer parte da lista “Dirty Dozen”. O índice caiu 40% em 2017 com relação a 2016, ou seja, com 242 mil denúncias dos contribuintes em 2017 em contraste com 401 mil no ano anterior. Entretanto, ainda acontece.

4)   Preparadores com reputação duvidosa:

Mais da metade dos contribuintes utilizam alguém para declarar o imposto de renda, entretanto, existem muitos “profissionais inescrupulosos” que tentam fazer dinheiro rápido à custa de pessoas honestas que buscam ajuda. O IRS ressaltou que, embora a maioria dos preparadores seja honesta, os contribuintes devem prestar atenção para evitarem problemas.

5)   Caridades falsas:

As doações para caridade continuam falsas na lista “Dirty Dozen”. O golpe tenta atrair doações de contribuintes inocentes, usando uma causa dramática e a dedução no imposto de renda como isca. Entretanto, caso a caridade não seja legítima, o golpista consegue o dinheiro e o contribuinte perde a dedução na declaração. Antes de doar, pesquise a caridade.

6)   Restituições “exageradas”:

Todos os contribuintes querem a restituição mais alta possível, mas o IRS alerta que preparadores gananciosos, que geralmente tem como vítimas contribuintes de baixa renda, idosos ou pessoas que não falam o idioma inglês, podem prometer restituições altas as quais os contribuintes não qualificam. Entre os golpes, os preparadores podem usar formulários falsos 1099 ou W-2, dizendo aos contribuintes que o governo federal possui “contas secretas para cidadãos americanos” que clamam restituições especiais e outros benefícios.

7)   Deduções “exageradas” por empresas:

Assim como os golpistas tentam convencer os contribuintes a declarar deduções falsas e créditos que eles não qualificam, eles também tentam lesar empresas. O IRS destacou que os 2 abusos mais comuns envolvendo crédito é o de pesquisas e imposto sobre o combustível. Ambos são créditos legítimos,  mas somente se o contribuinte qualificar.

8)   “Inflação” das deduções:

Apesar de os contribuintes quererem declarar o máximo de deduções possíveis, um preparador inescrupuloso pode “recomendar” que os contribuintes exagerem os dados daquilo que eles qualificam. Conforme o IRS, as fraudes mais comuns envolvem os exagero nas doações de caridade, as despesas da empresa ou a inclusão de crédito que o contribuinte não qualifica para receber, como o “Earned Income Tax Credit” ou o “Child Tax Credit”.

9)   Renda falsa:

Quando um contribuinte ou preparador cria renda falsa de empregos fraudulentos ou trabalhos autônomos falsos, a renda que vem dos formulários falsos 1099 ou W-2 é geralmente usada para justificar a qualificação para determinados créditos e deduções. As consequências disso são bastante sérias.

10) Argumentos fiscais frívolos:

Entre outras alegações, o IRS explica que a 1ª Emenda permite que os contribuintes se recusem a pagar impostos tendo como base motivos religiosos ou morais. Aqueles que declararem argumentos frívolos na declaração do imposto de renda estão sujeito à multa de US$ 5 mil ou, em alguns casos, ação judicial criminosa.

11) Esconderijos fiscais:

Os “esconderijos fiscais” são usados quase na totalidade pelos contribuintes extremamente ricos que tentam esconder rendas do Fisco. Alguns deles são legítimos, enquanto outros são falsos. O golpe é uma perversão da lei fiscal, a qual permite que os contribuintes criem as chamadas companhias de seguro “cativas” para protegê-los de determinados riscos e, então, a empresa segurada poderá declarar deduções das mensalidades pagas. Entretanto, versões questionáveis desses “esconderijos” não possuem os atributos de um seguro genuíno. O objetivo? A sonegação do imposto de renda.

12) Contas bancárias no exterior:

Inúmeras pessoas brincam sobre esconder dinheiro em contas bancárias em paraísos fiscais, mas para outros essas contas oferecem a oportunidade de sonegar o IRS. Os portadores dessas contas têm acesso ao dinheiro utilizando cartões de débito bancário, cartões de crédito ou remessas eletrônicas para obter dinheiro sem que as autoridades americanas percebam. O IRS informou que já recuperou mais de US$ 11.1 bilhões através do Voluntary Disclosure Program (OVDP) desde que ele foi instaurado em 2009. Tal programa terminará em setembro de 2018, entretanto, os contribuintes são obrigados a declararem esses fundos.

. Denunciando fraudes:

Caso alguém receba um telefonema de alguém alegando ser representante do IRS, o golpe pode ser denunciado através do e-mail: [email protected]. Os preparadores das declarações de imposto de renda podem utilizar o mesmo e-mail para realizar denúncias. Caso o contribuinte pense que realmente deva algo ao Fisco, ele pode contatar diretamente o IRS através do tel.: 1(800) 829-1040. Se alguém achar que não deva nada, ele poderá denunciar o caso ao Treasury Inspector General for Tax Administration (TIGTA) através do tel.: 1(800) 366-4484.

Fonte: Imposto de Renda nos EUA: Autoridades alertam para golpes mais comuns –

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