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Guerra dos Farrapos – Política fiscal

A Guerra dos Farrapos teve como principal razão a insatisfação das elites da província do Rio Grande do Sul (representadas por estancieiros e charqueadores) com a política fiscal do Império brasileiro sobre o principal produto econômico da região: o charque (carne-seca). Esse produto era voltado para o consumo interno e era usado como base da alimentação dos escravos, sobretudo no Sudeste.

A insatisfação dos estancieiros manifestava-se basicamente porque o charque produzido no Rio Grande do Sul recebia maior taxação fiscal do que o charque estrangeiro, produzido no Uruguai e na Argentina. Isso fazia com que o produto brasileiro ficasse mais caro que o estrangeiro. Além disso, a reivindicação dos estancieiros (maior taxação sobre o charque estrangeiro) era ignorada pelo governo havia tempos.

Outras razões também explicam o descontentamento dos gaúchos: o imposto cobrado sobre o gado que circulava na fronteira Brasil–Uruguai; a criação da Guarda Nacional; e a negativa do governo em arcar com os prejuízos causados no gado por uma praga de carrapatos em 1834.

Havia também a questão com a centralização do poder que existia no Brasil Imperial, pois as elites gaúchas eram uma das que demandavam a centralização com base em um sistema federalista. A soma desses fatores contribuiu para que os farrapos se rebelassem contra o Império, em 20 de setembro de 1835.

Fonte: Guerra dos Farrapos: razões e tratado de paz – Mundo Educação

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